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Para ler - A culpa é das estrelas

3 de março de 2013
Olá meninas. 
Super me desculpem pelo atraso! É que surgiram alguns problemas familiares e acabou prejudicando o ritmo das postagens. Mas para uma boa volta, nada melhor do que uma resenha! Esse post também foi elaborado pelo meu namorado e, sim, nós já lemos o livro. Vamos lá!



Hazel é uma leitora assídua... de apenas um livro, que tem câncer desde os 13 anos. Naquela época, seu estado foi diagnosticado como terminal, mas agora, três anos depois, Hazel Grace ainda vive graças a um milagre da medicina que conseguiu encolher seus tumores. Já acostumada a viver com o câncer, mas sem nunca esquecer de sua presença, ela segue sua vida e conhece Augustos Waters no grupo de apoio. Um jovem de 18 anos, tão charmoso quanto singular, que está em remissão há quatorze meses e possui uma visão grandiosa da vida e de tudo.
Ao decorrer da história, Hazel e Augustos partem em uma viagem intelectual em busca de respostas ás perguntas mais essenciais sobre a hipocrisia da morte e da fragilidade humana, e com ele, Hazel vai chegar onde nunca chegou em vários pontos da sua vida, vai mostrar que a doença física não afeta o poder de amar, -o romance se desenrola lentamente, há entre eles muito mais do que aspecto físico de um relacionamento, e sim encontro de mente. É doce, é inocente, é juvenil, é surpreendente, e tudo que se pode esperar de um amor construído sobre corpos tão delicados - e, com perspectivas de vida e morte opostas, ambos os jovens encontram um no outro a chave para as emoções e sensações mais secretas e inexplicáveis. Fora que o diálogo entre eles são os melhores, a relação deles é incrível, o modo como se ajudam e se entendem é algo único. 
Notável também na história, é a fragilidade das emoções de seu pai, a força inabalável da mãe, a imensa união de uma família formada por apenas três pessoas focadas em salvar e preservar a vida uns dos outros. Os cuidados da mãe com tudo que a filha necessita, a compreensão infinita do pai e a preocupação de Hazel com os mesmos. Seu medo por deixá-los, sua culpa por "ser uma granada", e o medo de deixar a mostra sua própria infelicidade e magoá-los mais ainda. São tantos os elementos que a doença traz para a família, tantas pessoas saem machucadas além do próprio doente, e isso tudo é retratado em cada capítulo.
Hazel Grace é uma das melhores personagens que eu já li na vida, no geral. Não só por causa da situação de saúde, porque ela não é só "a garota com câncer". Há uma acidez incomum e um tico de ironia cortante em seu caráter, pois demonstra ser forte, carismática, sarcástica, passional. Ela de fato, encara sua doença com cinismo e escárnio. O intrigante é observar como, em certos períodos da leitura, ela demonstra a ingenuidade comum a sua faixa etária. Pensamentos simples, objetivos e tocantes que parte o coração de quem lê. Lidar com a certeza da morte com a lucidez mental de Hazel, é uma tortura imensa, mas que ela enfrenta com humor e sarcasmo. O que de certa forma alivia o impacto das emoções do leitor, não deixando de lado as sensações poéticas, tocantes e emocionantes na forma de sua narração. 
Apesar da complexidade do tema, a leitura é bastante simples, fácil e direta. E além de toda a história dela, sendo uma sobrevivente do câncer e lutando contra ele, outra coisa linda, emocionante e importantíssima desse livro (e da Hazel Grace), é que ela tem um livro favorito. Ela o lê e relê, indica pro seu par, e isso acaba se transformando numa base para a maior aventura de ambos no meio do enredo.
A personalidade do autor transpira a todo momento com seus pensamentos e metáforas. Ele fala diretamente com o leitor, usando uma narrativa jovem e uma protagonista carismática pra contar uma história de aflição que ocorre todos os dias com milhares de jovens diagnosticados com a doença. Green desafia Shakespeare e afirma - acertadamente - que ás vezes a culpa está no destino, nos eventos que não podemos controlar, e não nas pessoas em si. Sua inteligência e perspicácia de suas observações sobre a vida e a morte são chocantes e possuem o poder de mudar completamente a perspectiva do leitor sobre ambas. As citações incluídas no texto, as referência literárias, transforam a obra em um trabalho literário rico, muito mais do que apenas um livro dramático para jovens, onde o público alvo são as garotas. O conteúdo transcende, afetando de tal modo o leitor, que o mantém preso a cada linha, não sabendo se engole o livro todo de uma vez ou, vai lentamente pra poder aproveitar o livro ao máximo com o maior tempo possível. 
Finalizando essa citação da capa "você vai rir e chorar e ainda vai querer mais" dita pelo autor Markus Zusak, - aquele autor d'A Menina Que Roubava Livros, que aliás, recomendo - é algo totalmente verdadeiro. Ri deveras com a convivência da Hazel com o Gus, e quase chorei - chorar por dentro, sabe? Haha - na mesma intensidade. "A Culpa É Das Estrelas" me deu uma incontrolável vontade de ler alto e em bom tom.  Não que isso ocorra com frequência, mas é que ocasionalmente, quando os personagens parecem tão reais,  sinto a precisão de ter que emprestar minha voz para que tudo se torne ainda mais verdadeiro. John Green rouba seu coração e o devolve transformado, um pouco magoado, meio partido e definitivamente diferente de quando você iniciou a leitura. Você mudou. Sua visão do mundo das pessoas portadoras da doença, de todo o resto, e do ser humano mudou, graças a um livro.
"A Culpa É Das Estrelas" é uma obra dura, que não poupa o leitor e o constrange, forçando a deixar de lado sua própria superficialidade, e a olhar, realmente olhar para o ser humano, sendo lá quais forem os fatores que os possam impedir de algo.


2 comentários

  1. Quero muito ler esse livro, já vi muitas críticas e resenhas positivas pelo fato do enredo não ser clichê.
    Adorei o post.

    Beijo :*
    http://www.blogdaelis.com/

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  2. Exatamente, vale muito a pena! Obrigada, beijinhos!

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